10 lições que aprendi com o filme Questão de Tempo/About Time
Como amante dos filmes e mais ainda da cultura
inglesa, quero nesse texto mencionar algumas coisas que aprendi com um dos
melhores filmes que já assisti. Questão
de Tempo/About Time é uma comédia romântica britânica estrelado por Domhnall Gleeson – um ruivo maravilhoso –, a magnífica Rachel
McAdams e o espetacular Bill Nighy. Estreado em 2013, conta a história
de um jovem advogado, Tim Lake, que descobre que pode viajar no tempo como seu
pai, Nighy, bem como os outros homens de sua família. Questão de Tempo/About Time ensina que o tempo é algo valiosíssimo
e que muitas vezes, apesar dos clichês pregados a todos os momentos, não damos
o devido valor ao mesmo.
Como diz o título, vou falar acerca de algumas lições
que aprendi com tal obra cinematográfica, lições estas que já estamos cansados
de ouvir e as sabemos decoradas, no entanto, muitas vezes desprezadas.
1 – “Nenhuma viagem no tempo faz
alguém amar você.”
Essa é a primeira grande lição que Tim Lake – ruivo maravilhoso
– aprende acerca de suas viagens no tempo. É claro que não preciso dizer que
isso ainda é impossível para o ser humano – viagem no tempo, pelo menos até
onde vai meu conhecimento –, mas essa primeira aprendizagem tanto de Tim bem
como minha, exemplifica do fato de que independentemente do que fizermos para
uma pessoa gostar ou amar-nos não valerá a pena se a outra não quiser. “O que um não quer dois não faz.” Uma
vez ouvi essa frase e acho que resume bem minha primeira lição com tal obra
cinematográfica.
2 – Encontro às cegas
O primeiro encontro do protagonista onde ele é levado
pelo amigo – Jay, outro ruivo maravilhoso –, ocorre às cegas no restaurante “Dans le Noir”. Tudo acontece de forma espontânea
depois que os dois rapazes se sentam na mesma mesa que as moças Mary e Joanna
estão acomodadas. Tim e Mary passam a se conhecer sem nem ter visto o rosto um
do outro ainda, mostrando que em um relacionamento onde há verdadeiros
sentimentos, aparências são totalmente irrelevantes.
3 – Correr atrás do que realmente quer
Tim dá uma grande lição – e um tapa na cara de muitos –, que
jamais devemos desistir do que realmente queremos. Depois de algumas
controvérsias, o protagonista precisa voltar no tempo umas duas vezes para que
ele possa encontrar sua amada Mary novamente e fazê-la se apaixonar por ele
como no primeiro encontro. O ruivo britânico não se importa nem um pouco com o
fato das coisas terem mudado tanto em sua vida bem como na de Mary; ele faz acontecer
apesar dos fatos e a conquista como se nunca antes tivesse feito.
4 – Cotidiano simples
Durante todo o filme não vemos loucuras a fim de
atrapalhar o romance do jovem casal como em outras obras do cinema. A vida de
Mary e Tim é regada de acontecimentos simples que mostram a felicidade do casal
e de todos os envolvidos em pequenos detalhes. Mostra também que um simples
abrir um pacote de bolachas de torna especial quando se está com a família
reunida e quando todos ali presentes se dedicam à mesma.
5 – Algumas coisas simplesmente não
são para acontecer
Depois de alguns acontecimentos, Charlotte – primeiro amor
– e Tim se encontram novamente e ela percebe que poderia ter dado uma chance a
Tim quando teve oportunidade tempos atrás. Mas Tim está convicto de seu
relacionamento com Mary e vai no mesmo instante ao encontro de sua amada para
firmar seu compromisso com a mesma. É então aqui exemplificado que algumas
pessoas, alguns sentimentos, alguns acontecimentos apenas passam em nossas vidas
por breves momentos para ensinar-nos lições valiosas acerca disso ou daquilo e
que não há mais nada a ser feito porque o deveria acontecer já aconteceu por
mais efêmeras que foram essas tais coisas.
6 – Para algumas coisas não há
preparação
No momento em que Tim segura Posy pela primeira vez,
ele mesmo narra algo extraordinário: “Ninguém
pode te preparar para quando tiver um filho. Para quando o vir nos braços e
sentir que agora é com você. Ninguém pode prepará-lo para o amor e para o medo.”
Nem preciso dizer mais nada depois disso. Algumas coisas aprendemos apenas
quando nos é dada a responsabilidade, seja a maternidade/paternidade ou o gerenciamento
de uma empresa.

7 – Algumas pessoas aprendem apenas com
os próprios erros
Há um ditado de que devemos aprender com os nossos
próprios erros, mas existe uma porcentagem da população que consegue analisar
os erros alheios e aprender com os mesmos. Já outros precisam cair, quebrar a
cara, ir ao fundo do poço para poder entender que aquilo é ruim. Apesar de
todos nós termos que passar por tal experiência alguma vez na vida, há aquelas
que independentemente do que fizermos, não irão se reerguer a não ser que elas
mesmas queiram, e isso é algo que não está em nosso controle.
8 – A dor da perda não deve controlar-nos
Em determinado momento da história algo triste
acontece, mas apesar da dor que toda a família sente percebem que a vida não
para, e que não é deixando-nos consumir pelo desânimo e tristeza que chegaremos
em algum lugar.
9 – Viver intensamente cada dia como
se fosse o último
Apesar desse o maior dos clichês abordados pelo filme,
creio ser o mais importante. Devido ao estresse, correria, problemas
financeiros ou conjugais, dentre outros... somos impedidos de notarmos as
coisas – pequenas – que tornam a vida mais bela. Vivemos como escravos do tempo
quando na verdade deveríamos ser o dono do mesmo, o senhor deste. Note as
coisas belas da vida, veja o lado bom de tirar uma nota baixa, você está tendo
uma segunda chance. Entenda o porquê de você ter queimado a comida, da próxima
vez é só prestar atenção ao fogo. Sorria quando algo houveres pago as contas do
mês. Não veja as coisas como apenas “coisas”
olhe detalhadamente e aprecie sua composição antes que seja tarde demais.
10 – Prefira a simplicidade
Para os que odeiam spoilers, perdoem-me! No final de
toda a trama, Tim percebe que não precisa mais voltar no tempo, ele vive cada
dia como se tivesse voltado para este com a intenção de ver todas as coisas que
em um dia corriqueiro não veria. Ele passa a apreciar cada detalhe de seu dia
em sua extraordinária e simples vida. “Todos
nós viajamos juntos pelo tempo, todos os dias de nossas vidas. Só podemos fazer
o nosso melhor para aproveitar este passeio surpreendente.”
Texto por Anna Izabelle










Ótimo texto moça! Este filme é lindo demais.. tive que assiti-lo pela terceira vez este final de semana rsrs.. bjão!
ResponderExcluirtexto muito bom e filme atemporal, toda vez que vejo (isso já foram umas 8276 vezes) é uma emoção diferente e um ensinamento para se levar nessa jornada haha.
ResponderExcluirSucesso!