Felicidade


A questão da felicidade é explorada por pensadores, filósofos, sociólogos e seres humanos de forma geral desde a fundação da terra. Todos, em determinado momento, já foram questionados se são felizes, se já não os próprios se fizeram essa pergunta. O que é felicidade de fato, e como alcançá-la é um conhecimento e desejo que perdura há séculos os corações dos meros mortais... e aí, há aqueles que se aproveitam disso para mercantilizar o que seria, hipoteticamente, a felicidade. Livros intitulados “10 passos para ser uma pessoa mais feliz”, “15 maneiras de alcançar a felicidade” superlotam as bancas de revistas e as livrarias, e fazem a cabeça daqueles que estão dispostos a fazer do impossível possível para ter uma vida mais feliz.

Se você acha que esse texto é mais um daqueles que listam dicas de como ser mais feliz, por favor, meu caro, não se dê o trabalho de continuar a lê-lo. Será... decepcionante demais para você. A verdade é que, não importa quanto tempo passe, quantos pensadores venham a existir, quantas dicas de livros você venha seguir à risca, você nunca, NUNCA encontrará fórmula para ser feliz de verdade. Isso tudo por algo muito simples, e talvez por isso pouco pensado: a felicidade é algo diferente para cada pessoa. Como seres psicologicamente diferentes, é mais que óbvio que uma lista de itens que satisfazem um, podem não satisfazer o outro. Ouvir Chico Buarque me alegra um bocado, mas isso não vai necessariamente alegrar você.

Portanto, você pode perguntar-me: mas e então, se a felicidade é diferente para cada pessoa, como vou saber que caminho me levará de encontro a minha felicidade? Como saber o que de fato me faz feliz, e como distinguir a felicidade de uma pura sensação de prazer? Esse problema é seu, querido. É exatamente para isso que você está vivo, para conhecer-te a ti mesmo! Descubra sua função no mundo, descubra qual sua obra. Deguste, ouça, fale, olhe, toque!

Você foi agraciado com cincos sentidos (e creio que, na verdade, ainda deve haver um sexto ou sétimo entorpecido aí dentro), faça valê-los a pena. Em vez de tentar desesperadamente receitas alheias, invente a sua própria, e com ela, tempere a vida de quem está ao seu redor, e eles farão o mesmo. Mas não se esqueça de que a felicidade nunca vai estar lá no final do caminho, te esperando, como que um prêmio no fim de uma corrida. Ela reside na estrada. Logo, trate de percorrê-la (e degustá-la) muito bem.


Texto por Ellen Sara

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