Resiliência
Depois de alguns tombos aprendi que os sorrisos
infelizmente não são o firmamento da felicidade, por trás deles se escondem
dores embaraçosas. Por outro lado, compreendi que o choro não evidencia somente
fraquezas, mas que é o simples desabafo de uma força que vem lutando muito.
Sobretudo, descobri aos trancos que, algumas vezes, ser forte na vida significa
apenas silenciar-se, fechar os olhos e envolver-se na confiança de um Deus que
cuida e permiti que o tempo concretize os planos Dele em nossa vida.
Eu entendo você, sei que não é fácil confiar quando
temos todos os motivos para desistir. Sei o quanto é difícil acreditar que tudo
vai ficar bem quando tudo à nossa volta diz o contrário. Sei que é doloroso
carregar cargas pesadas quando ainda não se têm ombros fortes. Mas, penso que
quando desistimos tão facilmente estamos jogando fora o título de SER humano.
Isso pode até ter soado paradoxal, entretanto, qual é o outro ser que depois de
tanto cair ainda consegue se levantar e caminhar? Nós não somos pequenos
tampouco fracos.
Carregamos no peito a capacidade de reconstruir o que
foi quebrado, de cicatrizar as feridas provocadas por aqueles que mais amamos.
A capacidade de liberar o perdão àqueles que nos expuseram à vergonha. Temos a
capacidade de olhar nos olhos daqueles que nos traiu e presenteá-lo com um
sorriso estridente. Somos capazes de receber com um abraço verdadeiro quem
sempre apertou nossos corações com mentiras. Acredite em mim, a vida pode até
parecer torta, mas essa arte de resiliência que portamos é dom divino. É que o
coração calejado suporta mais.
Não sou vidente, longe disso, mas posso prever que
daqui a algumas horas vamos cair, seremos traídos, vão nos ferir, mas vamos
combinar algo? Vamos nos levantar, perdoar e cicatrizar as feridas. Entenda,
Deus é especialista em fazer das nossas dores a mais bela poesia. Haverá
momentos na vida, que, de repente a luz se apagará. São nesses momentos que a
fé inquestionavelmente precisa prevalecer e, então, é só lembrar de ascender a
luz.
Texto por Eduardo Pires




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