O Caçador de Pipas – Uma história que vai além de palavras
Um dos melhores livros que já li em minha vida. Sim,
um dos melhores, se não o melhor. Okay... existe aquele papo dos leitores
vorazes – como eu – que cada livro que você lê é o melhor do mundo, o que é
verdade. No entanto, Khaled Hosseini, autor do livro em questão, traz uma
história tão emocionante e real que em muitas vezes você pensa estar analisando
dados verídicos.
De gênero romântico, a obra de Hosseini conta a
história de Amir e Hassan, dois amigos. O primeiro, rico, ‘filho único’, órfão
de mãe e carente do afeto paterno. O segundo, ‘filho’ do criado, Ali.
Prestativo e tremendamente leal a Amir, principalmente. A quem ele diz que
preferiria comer cocô a mentir para ele.
Amir brinca com Hassan quando não há ninguém por perto,
pensa nos dois como amigos, mas não tem coragem de nem mesmo pronunciar tal
palavra para si mesmo. Alguns acontecimentos causa o afastamento dos dois e
anos mais tarde suas histórias se cruzam novamente. De acordo com Rahim Khan,
passados tantos anos ele pode finalmente concertar os erros que por toda sua
vida o assombrou.
Uma das coisas que mais me chamou atenção foi o
mergulho que o autor nos leva a dar na cultura afegã. Quando Hosseini descreve
a alimentação diária, a presença do chá preto com naan, kebab e competição
anual de pipas dos garotos da comunidade, você é realmente levado a viver e
respirar como um constituinte do Afeganistão. Um mundo totalmente diferente do
que vemos na mídia e do que nos é passado na vida escolar.
O Caçador de Pipas, é tocante, singelo bem como
merecedor de todas as lágrimas que derramei ao lê-lo. A amizade verdadeira, a
lealdade e a reciprocidade permanecem, mesmo depois de anos sem se falar ou mesmo
sem saber o que aconteceu que levou ao afastamento. O que é puro e concreto
sempre dará um jeito de ficar.
Anna Izabelle



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